Esta pintura não se entrega ao primeiro olhar, nem foi feita para consumo rápido.
É abstração lírica, o que significa que traduz em cor e ritmo aquilo que as palavras raramente conseguem explicar: memórias, sensações e paisagens interiores.
O processo foi lento e exigente. São 12 camadas de acrílico e cerca de 120 horas de trabalho. Cada sobreposição acrescenta profundidade, densidade e tempo à superfície.
A composição vive de uma geometria fragmentada. As formas surgem partidas porque também a memória, a identidade e a perceção se constroem em fragmentos.
Existe aqui uma raiz clara no Bordado de Castelo Branco. Mas não como citação direta ou representação literal. O que permanece na tela é a estrutura, o ritmo do gesto manual e o respeito pelo tempo que as coisas demoram a ser feitas. Uma tradição despida de excesso e trazida para o presente.
Há ainda um diálogo constante entre controlo e liberdade: entre a estrutura da composição e a emoção do gesto. A obra fala também de saudade, não enquanto lamentação, mas como uma ausência que ganha corpo e presença através da matéria e da cor.
“Legado” nasce precisamente dessa acumulação de gestos, tempos e vivências que permanecem. É um convite à contemplação lenta. Cada pessoa que olha reconstrói a obra a partir da sua própria experiência.
Série Fragmentos: 1/10
Acrílico sobre tela
200 × 240 cm
Esta pintura não se entrega ao primeiro olhar, nem foi feita para consumo rápido.
É abstração lírica, o que significa que traduz em cor e ritmo aquilo que as palavras raramente conseguem explicar: memórias, sensações e paisagens interiores.
O processo foi lento e exigente. São 12 camadas de acrílico e cerca de 120 horas de trabalho. Cada sobreposição acrescenta profundidade, densidade e tempo à superfície.
A composição vive de uma geometria fragmentada. As formas surgem partidas porque também a memória, a identidade e a perceção se constroem em fragmentos.
Existe aqui uma raiz clara no Bordado de Castelo Branco. Mas não como citação direta ou representação literal. O que permanece na tela é a estrutura, o ritmo do gesto manual e o respeito pelo tempo que as coisas demoram a ser feitas. Uma tradição despida de excesso e trazida para o presente.
Há ainda um diálogo constante entre controlo e liberdade: entre a estrutura da composição e a emoção do gesto. A obra fala também de saudade, não enquanto lamentação, mas como uma ausência que ganha corpo e presença através da matéria e da cor.
“Legado” nasce precisamente dessa acumulação de gestos, tempos e vivências que permanecem. É um convite à contemplação lenta. Cada pessoa que olha reconstrói a obra a partir da sua própria experiência.
Série Fragmentos: 1/10
Acrílico sobre tela
200 × 240 cm