Imagem 1 de 3
Legado
Legado 2026
Acrílico sobre tela
200x240cm
Esta obra inscreve-se no campo da abstração lírica, entendida como um espaço de tradução sensível de experiências, memórias e territórios interiores. Procuro transformar sensações em ritmo, cor e estrutura, permitindo que o olhar percorra a superfície como quem atravessa uma paisagem emocional em constante reorganização. O espaço pictórico abre-se como território de perceção lenta, onde a leitura nunca é imediata nem definitiva.
Em diálogo com o trabalho de Manuel Cargaleiro, referência da abstração lírica portuguesa e da cerâmica contemporânea, exploro gestualidade, cor e ritmo, reinterpretando tradições como o bordado de Castelo Branco em chave atual. A composição organiza-se através de uma geometria fragmentada, onde planos cromáticos e pequenas unidades rítmicas se articulam. As formas sugerem percursos visuais que evocam gestos repetidos, padrões e estruturas que atravessam a memória coletiva e o fazer manual. A fragmentação não é ruptura, mas método: cada parte encontra sentido na relação com o todo.
A cor assume aqui papel estruturante. Azuis, amarelos, vermelhos e brancos surgem em tensão e harmonia, definindo zonas de intensidade luminosa que orientam o olhar. A cor não funciona como ornamento, mas como linguagem autónoma, capaz de instaurar ritmo, silêncio e profundidade. Cada campo cromático reage aos restantes, criando áreas de respiração e densidade que reforçam a ideia de movimento interno.
A obra foi construída em 12 camadas de acrílico sobre tela, num processo de cerca de 120 horas, revelando uma construção gradual em que a sobreposição das camadas cria profundidade e variação rítmica. A gestualidade desenvolve-se entre impulso e contenção, onde a espontaneidade inicial se equilibra com uma estrutura interna rigorosa.
O território de Castelo Branco atravessa a obra de forma subtil: não como citação direta do bordado, mas como incorporação da sua lógica, repetição, ritmo e construção paciente. O tempo inscreve-se na matéria, e a acumulação de gestos torna-se forma de pensamento visual. Não se revela a imagem do bordado, mas a sua essência transposta para uma linguagem abstrata.
A obra estabelece um diálogo entre tradição e contemporaneidade, não pela representação literal, mas pela memória que se transforma em presença ativa. A pintura torna-se um espaço onde passado e presente coexistem, permitindo que a herança cultural se reinvente.
Propõe-se como lugar de contemplação, onde o olhar recompõe continuamente a paisagem e encontra um eco próprio. Nesse equilíbrio entre emoção e estrutura, gesto e memória, tradição e liberdade, a obra afirma-se como espaço de permanência. “Legado” surge assim como síntese: a acumulação de gestos e experiências que atravessam o tempo e se renovam em cada camada da pintura.
Peça protegida por direitos de autor.
Bastidor incluído, sem moldura.
Portes de envio não incluídos.
A Officina Art Studio não se responsabiliza por danos, perdas ou extravios ocorridos durante o transporte após o envio das encomendas.
Legado 2026
Acrílico sobre tela
200x240cm
Esta obra inscreve-se no campo da abstração lírica, entendida como um espaço de tradução sensível de experiências, memórias e territórios interiores. Procuro transformar sensações em ritmo, cor e estrutura, permitindo que o olhar percorra a superfície como quem atravessa uma paisagem emocional em constante reorganização. O espaço pictórico abre-se como território de perceção lenta, onde a leitura nunca é imediata nem definitiva.
Em diálogo com o trabalho de Manuel Cargaleiro, referência da abstração lírica portuguesa e da cerâmica contemporânea, exploro gestualidade, cor e ritmo, reinterpretando tradições como o bordado de Castelo Branco em chave atual. A composição organiza-se através de uma geometria fragmentada, onde planos cromáticos e pequenas unidades rítmicas se articulam. As formas sugerem percursos visuais que evocam gestos repetidos, padrões e estruturas que atravessam a memória coletiva e o fazer manual. A fragmentação não é ruptura, mas método: cada parte encontra sentido na relação com o todo.
A cor assume aqui papel estruturante. Azuis, amarelos, vermelhos e brancos surgem em tensão e harmonia, definindo zonas de intensidade luminosa que orientam o olhar. A cor não funciona como ornamento, mas como linguagem autónoma, capaz de instaurar ritmo, silêncio e profundidade. Cada campo cromático reage aos restantes, criando áreas de respiração e densidade que reforçam a ideia de movimento interno.
A obra foi construída em 12 camadas de acrílico sobre tela, num processo de cerca de 120 horas, revelando uma construção gradual em que a sobreposição das camadas cria profundidade e variação rítmica. A gestualidade desenvolve-se entre impulso e contenção, onde a espontaneidade inicial se equilibra com uma estrutura interna rigorosa.
O território de Castelo Branco atravessa a obra de forma subtil: não como citação direta do bordado, mas como incorporação da sua lógica, repetição, ritmo e construção paciente. O tempo inscreve-se na matéria, e a acumulação de gestos torna-se forma de pensamento visual. Não se revela a imagem do bordado, mas a sua essência transposta para uma linguagem abstrata.
A obra estabelece um diálogo entre tradição e contemporaneidade, não pela representação literal, mas pela memória que se transforma em presença ativa. A pintura torna-se um espaço onde passado e presente coexistem, permitindo que a herança cultural se reinvente.
Propõe-se como lugar de contemplação, onde o olhar recompõe continuamente a paisagem e encontra um eco próprio. Nesse equilíbrio entre emoção e estrutura, gesto e memória, tradição e liberdade, a obra afirma-se como espaço de permanência. “Legado” surge assim como síntese: a acumulação de gestos e experiências que atravessam o tempo e se renovam em cada camada da pintura.
Peça protegida por direitos de autor.
Bastidor incluído, sem moldura.
Portes de envio não incluídos.
A Officina Art Studio não se responsabiliza por danos, perdas ou extravios ocorridos durante o transporte após o envio das encomendas.